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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Pro vinagre: Haddad afasta prefeito afastado, além de Jaconias e dos cinco vereadores metidos no 'Escândalo da Saúde'


Não adianta chorar e, muito menos, espernear... Bye, bye!

Funcionários que forma denuncados por estarem envolvidos no esquema também foram afastados

LUCIANA MENOLI

O destino é assim... brincalhão e cheios das minúcias. Dentro de seus caminhos o dito popular 'não há mal que sempre dure, nem bem que nunca acabe' serve especificamente no caso de Tangará, no cenário atual e no que vem se apresentando há uma década. E os políticos tangaraenses deveriam prestar mais atenção no que diz a voz do povo. Hoje, o juiz Jamilson Haddad afastou todo mundo: Ladeia, de novo, pois já estava afastado, Jaconias, que estava começando a mostrar trabalho, mas cometeu o erro de se envolver com Ladeia e também revalidar o contrato com a oscip Idheas, os vereadores Haroldo Lima, Celso Vieira, Celso Ferreira, Genílson Kesomae e Paulo Porfírio, por terem votado a favor da contratação da oscip, além dos servidores municiais envolvidos de alguma forma com o esquema que sangrou os cofres públicos tangaraenses em pelo menos R$ 5 milhões, devido às consequências na época e posteriores, a saber: Mario Lemos de Almeida, Marcos Antônio Figueiró, Laura Pereira,Gustavo Porto Franco Piola e Maria Deise Pires Garcia.
Assim, as obras que foram iniciadas por Jaconias mais uma vez vão parar, como a reestrutração do trânsito, último ato antes de ser afastado. Além do afastamento, Haddad também pediu o bloqueio dos bens de todos os envolvidos até o valor de R$ 4,2 milhões, que seria o montante pago à oscip e 'manufaturado' por ela a seu bel prazer. Incluam-se aí os bens dos diretores também, Rômulo Lopes do Nascimento e Valéria do Nascimento, informados via edital, por terem fugido.

O mesmo do mesmo

Com este afastamento, mesmo que temporário, parece que voltamos há menos de 10 anos atrás. Acusações de improbidade administrativa, escândalos envolvendo dinheiro público, sai prefeito, entra vice e agora sai o vice e todos os vereadores. Na gestão Muraro, ficou aquele entra e sai, dividindo a cadeira de prefeito com Ana Monteiro. Os suplentes de vereadores assumiram e logo se deu o andamento sobre o assassinato de Daniel do Indea. Agora, Sai Ladeia entra Zé Pequeno, depois sai de novo e entra Jaconias, que agora sai para a entrada do presidente da Câmara, Miguel Romanhuk, pupila e cunhado de Muraro. Rodamos, rodamos e paramos no mesmo lugar.

Tomara que dê certo
Passando o rodo

Notificado ontem sobre o afastamento, Romanhuk assume a prefeitura hoje e já prometeu fazer mudanças drásticas. A primeira é demitir todo os primeiro e segundo escalões. Sairão secretários como Clóvis Batista, que concorreu com Ladeia em sua primeira eleição e perdeu de lavada, se unindo ao ex-apresentador e fazndo parte de seu staff na segunda, Jairo Ayres, que contrariou as decisões do PSDB (partido de oposição) e entrou no governo, Coquinho, Júnior Pimenta, Rodney Garcia e Edilson Cruz, os petistas colocados por Jaconias, Luiz Alberto Pereira, do PV, Maísa Coutinho, Júnior Schleicher, que já respondeu pela Educação e cuja gestão está sendo investigada por desvios de verbas da merenda escolar (denúncia feita pelo Conselho Municipal de Alimentação Escolar - CAE), e que assumiu a Saúde, depois da 'confusão' com Mário Lemos, Vanuza Soares, Wellington Bezerra, Kleiton Carvalho e Lucas Gomes; alguns que estavam mostrando serviço e outros que já estavam passando da hora de desocupar o lugar. O fato é que isso acaba atrapalhando o andamento de serviços e projetos. Romanhuk ainda promete nstalar uma auditoria de imediato; vai feder muito e isso, todo mundo já tem pelo menos ideia... Ah! Ontem não teve sessão na Câmar por falta de quorum... Agora, chamarão os suplentes e farão um extraordinária na quarta. Esperemos os próximos capítulos desta novela italiana, cheia de mafiosos.

10 anos: Assassinato de Daniel do Indea faz uma década e ainda apresenta muitas incógnitas

Depois deste dia, Tangará da Serra nunca mais foi a mesma

LUCIANA MENOLI / Redação DS
Era 02 de julho de 2011 e sessão ordinária daquele dia na Câmara dos Vereadores de Tangará da Serra começou tranquila, às 19h como sempre e presidida pelo vereador Antônio Lopes Gonçalves, o Toninho Vaca Gorda.  Todavia, quando ia encerrar, às 11h, teve aprovado por unanimidade – inclusive com voto favorável do próprio Daniel – um requerimento do vereador João Damas Neto (Netinho) para que se estendesse até o encerramento da votação dos projetos na ordem do dia.
Ao sair da sessão, Daniel do INDEA, seguiu pela avenida Tancredo Almeida Neves, por volta das 2h50 já do dia 03, para a sua casa, localizada na Vila Goiás, onde recebeu cinco tiros ao parar o veículo em frente ao portão. A esposa de Daniel, a professora Luzia Fátima Leite Silva, chegou a ouvir pelo menos um disparo e ligou para a Polícia Militar que não atendeu a ocorrência, afirmando que a viatura estaria ocupada atendendo a um furto em residência. O corpo de Daniel foi localizado por volta das 5h30, quando amanhecia, por suas esposa e filha. Começava aí um longa e triste história que culminou com a cassação de sete vereadores e do prefeito, prisão de três pessoas e muitos pontos obscuros, que hoje, dez anos depois, ainda não foram esclarecidos.
Daniel foi alvejado por cinco tiros de um revólver calibre 38 que nunca foi encontrado; segundo os executores, a arma foi enterrada, quebrada e, depois, derretida. Em seu cortejo fúnebre, 5 mil pessoas clamavam por justiça, que conforme sua viúva, até hoje não foi feita.
Da data de seu assassinato em diante muitos outros acontecimentos se desenrolaram: no mesmo dia do crime, o primo de Daniel, então vereador Jessé Lopes, segundo apurou o Ministério Público, recebeu parte da propina pela aprovação do projeto de concessão do serviço de água no município. Assunto que seria  principal razão para sua morte, já que Daniel, juntamente com o vereador petista Hélio Márcio, eram os únicos que não aceitaram a propina. Nos dias que se seguiram, outros vereadores também receberam o dinheiro, conforme a denúncia do MP a partir de confissões e registros encontrados em arquivos de uma empresa da cidade.
Enquanto isso, as investigações, em princípio presididas pelo delegado Eduardo César Gomes, passaram para o delegado Sebastião Ribeiro e, depois, para o delegado corregedor Ronan Gomes Villar. Assim que assumiu o caso em setembro, Villar descobriu, através do depoimento de uma pessoa próxima ao primeiro suplente de vereador Luiz Antônio de Oliveira, que o agropecuarista João Roberto Mazotti teria sido procurado para executar o crime. Neste momento o inquérito contava com menos de 200 páginas.
Mazotti contou a Villar que teria apresentado José Adilson dos Santos, que teria pedido a quantia de R$ 30 mil pela morte do vereador Daniel. José Adilson havia sido preso por Villar na semana anterior, por estar na casa com Mazotti, mas havia sido liberado no dia anterior ao depoimento de Mazotti, vindo a fugir da cidade. Na casa de uma cunhada de José Adilson a Polícia encontra um álbum de fotografias onde ele aparece posando ao lado da família de um policial militar conhecido como “Sargento Medeiros”, que a essa altura havia sido transferido de Tangará da Serra para Rondonópolis.
Durante as apurações, a Polícia revelou que o sargento teria recebido de presente, de José Adilson, um carro zero quilômetro. Por coincidência, Medeiros era quem comandava, segundo a Polícia Civil, o atendimento da Polícia Militar na noite em que Daniel do INDEA foi assassinado. Depois disso, o delegado consegue um mandado de prisão para o então vereador Luiz Antônio de Oliveira, o Peba, preso, primeiramente, em flagrante por porte ilegal de duas armas encontradas pela polícia em sua residência.
ELUCIDAÇÃO - Com Peba na cadeia, as peças do quebra-cabeças foram se juntando e Ediley Aparecido da Silva, o ´Dirlei´, e Oclair José Francisco, o ´Dunguinha´, foram apontados como executores, sendo indiciados também o presidente da Câmara, Toninho Vaca Gorda, e a vereadora Ana Casagrande como coautores.
Neste ínterim, os vereadores anularam a concessão do serviço de água e esgoto, cassaram os sete vereadores envolvidos no esquema de propina, Antônio Carlos da Silva, o “Carlinhos” (PFL), Francisco Pereira Filho, o “Tito” (PTB), Hélio José Shwaab, o “Hélio Nazaré” (PL), Jessé Coelho Lopes (PMDB), João Damas Neto, o “Netinho” (PL), Ana Casagrande e Toninho Vaca Gorda (PMDB), além do prefeito Jaime Muraro.
E isso aconteceu já em 2002, onde Vaca Gorda chegou  ser preso e confessou na época que realmente fez parte do esquema de corrupção dos vereadores, ajudando no convencimento e divisão do dinheiro entregue aos parlamentares. Em seu depoimento ele confirmou que ele próprio entregou os envelopes com o dinheiro aos vereadores.
Em seus depoimentos, os executores do homicídio e o suposto mandante (Peba), denunciaram também o esquema da água e confessaram o crime, sendo julgados em 2006 e condenados. Dunguinha, por ter pilotado a moto e levado Dirlei, foi condenado a nove anos de reclusão, Dirlei, autor dos disparos, a 15 anos e meio, e Peba, o mandante, a 16 anos.
MP - Contudo, dois anos depois, a história continuaria na denúncia feita pelo Ministério Público, que acusava mais seis pessoas de participação no crime.  A denúncia foi oferecida pelo MP em 30 de setembro de 2008, pelos promotores Vinicius Gahyva Martins, Reinaldo Rodrigues de Oliveira Filho e Ari Madeira da Costa, que disseram não haver dúvidas de que os acusados têm participação no crime do vereador. “O MP não há dúvidas e tem plena convicção de que todos os acusados participaram do crime. O MP trabalha com fatos”, declarou na época o promotor Ari Madeira.
Este novo processo, aberto com a denúncia do MP há três anos, ainda está em seu rito inicial, ou seja, a citação dos indiciados. De acordo com o promotor Renee do Ó Souza, que hoje responde pela Promotoria Criminal, como são vários os réus, alguns já foram ouvidos e faltam ainda um ou dois.   O processo tramita na Vara Única Criminal de Tangará da Serra. Depois desta fase, ainda acontecem a designação de audiência, o pronunciamento e, após apurados os fatos em juízo, os acusados podem ir a júri. Constam neste novo processo, como acusados de serem autores intelectuais, mandantes e intermediários do crime contra Daniel do Indea, os nomes do ex-prefeito Jaime Luiz Muraro, do empresário Argeu Fogliatto, da ex-vereadora Ana Casagrande, do ex-vereador e presidente da Câmara Antonio Lopes Gonçalves e dos ex-secretários municipais José Cláudio Vanni e Névio Bortoluzzi.
“Para mim, até hoje não houve justiça. Mas não pensem que esquecemos, pois nada do que ocorreu naquele dia foi esclarecido. As pessoas envolvidas eram politicamente fortes na época e o caso foi deixado de lado por muito tempo. Não prenderam todos os culpados e os executores do crime, que foram presos, já estou soltos. Quanto aos políticos e empresários envolvidos, nada aconteceu”, salienta a viúva do vereador assassinado, que pede para que o caso não seja esquecido, “pois a partir dele, Tangará se transformou no que é hoje. Foi lá que começou toda essa ´sujeira´ que hoje está aí. Sofremos as consequências de tudo o que ocorreu há 10 anos até hoje, então, não houve justiça, nada foi resolvido”, finaliza a professora. 

Uma queda brusca para uma trajetória meteórica
Sergio Roberto/ Redação DS - em 27/4/2009 
 

  
O prefeito cassado de Tangará da Serra, Júlio César Ladeia, tem uma trajetória interessante. Iniciou na vida pública em meio a uma turbulência política vivenciada pelo município a partir do assassinato do vereador Daniel do Indea (PSDB), numa madrugada de julho de 2001. A partir daquele ano, um conjunto de fatores e uma série de denúncias de corrupção culminaram com a cassação do então prefeito Jaime Luiz Muraro, na época do PFL.
Antes daquela crise, Ladeia era ferrenho apoiador e aliado de Jaime Muraro (chegou a subir em palanque e pedir votos nas campanhas políticas do pefelista), quando ainda apresentava o programa “Rádio Revista”, na Rádio Tangará. Com a chegada da crise política, o radialista Júlio César mudou de lado e se transformou em crítico feroz, o que culminou com a sua demissão da emissora.
Ladeia, então, passou a apresentar um programa numa emissora de TV (RTS) – “Chicote do Povo” -, onde seguiu com as incisivas críticas à administração municipal da época. O programa representou um impulso na sua popularidade e, em 2004, Ladeia lançou-se candidato a prefeito pelo PL – Partido Liberal, com o apoio do empresário Adauton Tuim, líder do PMN – Partido da Mobilização Nacional.
Diante da crise política da época e das denúncias de corrupção no poder público, Júlio César empunhou a bandeira da “honestidade” e da “paz”. Defendia a honestidade no combate à corrupção e a paz como instrumento conciliador do ambiente político local.
Em outubro de 2004, massacrou seus adversários nas urnas, somando nada menos que 16.154 sufrágios, ou 44% dos votos válidos. Ladeia superou com facilidades seus concorrentes Clóvis da Elepar (PPS - então apoiado pelo governador Blairo Maggi – 9.719 votos), Fábio Junqueira (PFL - 5.708), o petista Zé Pequeno (que mais tarde viria a ser seu secretário de Administração – 2.980) e Thaís Barbosa (PMDB – 2.038).
Apesar da fraca administração, com o município sofrendo com estradas precárias no interior e a desorganização, abandono e sujeira na área urbana, Júlio César conseguiu se reeleger em outubro de 2008, obtendo 18.068 votos contra apenas 6.482 da segunda colocada, Azenate Fernandes de Carvalho, do PMDB. Olga Muraro, do DEM, somou 14.648 votos, mas teve votação anulada em razão da impugnação do registro de sua candidatura.
Com a cassação e as denúncias de atos de improbidade, Júlio César incorpora o estereótipo do político que surge das massas para desfrutar do poder na condição de “salvador da pátria” e que, por ingenuidade, imprudência e preciosismo, põe tudo a perder por achar que está acima de tudo e de todos. Exemplos como este não faltam pelos quatro cantos do país. A queda, nestes casos, é quase sempre irreparável. 

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Vereadores aprovam CP contra Ladeia por maioria esmagadora

A exemplo do dia do afastamento, uma multidão
se reuniu em frente à Câmara. Ao que alguns chamam de
pressão popular, pode-se também chamar de
clamor por justiça
Os cinco vereadores envolvidos nas denúncias também receberam votação unânime

LUCIANA MENOLI

A Câmara Municipal de Vereadores de Tangará da Serra aprovou por esmagadora maioria (9 votos a 0), a abertura de uma comissão processante (CP) para cassação do prefeito afastado, Júlio César Davoli Ladeia, responsabilizado no relatório da comissão investigatória como mentor do 'Escândalo da Saúde', em sua sessão ordinária desta segunda-feira, 13 de junho.
Também abriu-se a CP para apurar as responsabilidades do prefeito em exercício, José Jaconias da Silva, e dos quatro vereadores envolvidos, Celso Ferreira (DEM), Genilson Kezomae (PR), Haroldo Lima (DEM) e Paulo Porfírio (PR). Ao suplente de vereador Celso Vieira, foi votado favorável apenas o relatório, que implica em responsabilização caso assuma o cargo.
Ladeia recebeu 09 votos a favor da abertura da CP, sendo apunhalado até pelo seu defensor e 'puxa-saco mor', Roque Fritzen.
Votando pelos que estão no poder (como sempre), Fritzen votou contrário à CP de Jaconias, fazendo coro com Gilcélio Peres. Este, companheiro de sigla de Jaconias, fez palanque na sua defesa ao prefeito interino, que também recebeu apoio de alguns grupos organizados que faziam vigília em frente à Câmara; grupos que manifestaram seu poio a Jaconias ainda na manhã de ontem, conforme a assessoria da prefeitura.
Os vereadores envolvidos também receberam 09 votos cada pla abertura da CP contra si e deverão passar 30 dias amargos, já vendo ruir seu 'histórico' político, como aconteceu na Câmara cassada da 'dinastia Muraro'.
Nesta segunda-feira também, foram escolhidos os membros da CP, ficando Geane Rodrigues (PMDB), comp presidente da comissão processante, Gilcélio Peres (PT), como relator, e Roque Fritzen (PDT), como membro... Agora, perguntemos, com essa comissão, será que não vai acabar em pizza de marmelada. Jaconias, pelo menos, já está com 66,66 % da pizza dele garantida, já que os dois que votaram a seu favor participal efetivemente da comissão. Como 1º suplente, ficou Amauri Paulo Cervo (PMDB).
Aguardem os próximos capítulos da tétrica história da política podre de 'Tangará de la Sierra'!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

quarta-feira, 1 de junho de 2011

PINGOS NOS 'IS' - AS DUAS FACES DA MESMA MOEDA

Pois bem! Os vereadores da comissão de inquérito emitiram o relatório, constantando que houveram sim irregularidades na celebração do contrato com a oscip Idheas. Pergunto: Alguém, em sã consciência, tinha dúvidas? Agora, a população tangaraense, pela segunda vez em pouco mais de 10 anos, aguarda que a prefeitura e a Câmara sejam 'limpas' novamente. Será que vai dar cassação ou pizza em tamanho família???
Vemos, pela segunda vez (repito), as cassações de prefeito e vereadores se aproximando. Até quando Tangará viverá esta sina de ver eleita a podridão mais fétida da política para cargos de mando? Da outra feita, o 'Escândalo da Água' e Muraro e companhia foram retirados do poder pela cassação. Negociatas, mensalinhos e mensalões, mamatas, superfaturamento... isso tudo, infelizmente, virou corriqueiro na política tangaraense. Agora, o 'Escândalo da Saúde' e Tangará Ladeia abaixo...
Some-se tudo isso e subtraia-se a qualidade de vida do tangaraense, sem saúde, sem educação decente, sem lazer, sem emprego, com salários ínfimos, sem possibilidade de crescimento. Afinal, você, empresário respeitável, teria coragem de instalar sua empresa numa cidade cuja fama é 'podre', cuja corrupção anda à solta? Assim, excluem-se empregos e salários decentes, tangaraense!
Por favor, povo tangaraense do meu coração, mirem-se nos exemplos de votos que vocês deram nas últimas eleições, ora elegendo a corja do Muraro, ora elegendo a corja do Ladeia, e repensem, remoam, regurgitem sua forma de votar, pois assim não dá mais pra ficar... Elejamos pessoas que sirvam aos anseios da população. Minha campanha é: DIGA NÃO AOS ALI BABÁS E SEUS VEREADORES LADRÕES!!!

Luciana Menoli

A doença nossa de cada dia: Munícipes vão em busca de remédios, exames e cirurgias e passam por situações vexatórias em Tangará

LUCIANA MENOLI / Redação DS
Quase toda semana, o brasileiro presencia o descaso do poder público com a saúde. Superfaturamento em obras de hospitais, falta de médicos e de medicamentos, demora nos procedimentos, filas enormes, desvio de recursos que seriam utilizados na compra de medicamentos, terceirizações irregulares para prestação de serviço de saúde. Parece que essa premissa já está enraizada na prestação desTe tipo de serviço público à população brasileira. E isso, porque o SUS é considerado um dos melhores modelos de saúde pública no mundo; seria porquê os melhores atendimentos em saúde são em locais onde a população não necessita deste serviço público e tem condições de pagar?
Em Tangará, a realidade não é diferente dos tantos rincões brasileiros. ´Escândalo da Saúde´ com irregularidades em celebração de contrato com oscip e lá se formam cerca de R$ 6 milhões... A última, secretário  (superintendente) de governo é preso por fraude em compras de medicamento; e as duas operações envolveram Polícia Federal e Controladoria Geral da União. No meio desta verdadeira ´sangria´ de dinheiro público, tão forte que o rombo nas contas municipais é de R$ 10,5 milhões, só no primeiro quadrimestre, a população sofre as consequências pela falta de medicamentos, de exames, de cirurgias, cujos prazos são prolongados indefinidamente pelo município e pelo estado, mesmo sem que os pacientes tenham condições de saúde para esperar.
Exemplo disso é o caso de seo  Antonio Ribeiro de Andrade, 66, que desde fevereiro de 2008 aguarda uma cirurgia para colocação de prótese total do quadril (bilateral). Naquela data foi feita a primeira avaliação. Em maio de 2010, dois anos depois, seo Antonio foi encaminhado para cirurgia em Cuiabá sem qualquer preparação, sem fazer os exames necessários (pré-operatório), conta sua filha. Dois meses depois, em julho, misteriosamente, todo o processo sumiu e, em janeiro de 2011, a família teve que dar nova entrada no processo de pedido de cirurgia. “Meu pai sente muitas dores, pois os ossos do quadril estão bem desgastados. É um sofrimento que assistimos há mais de três anos e que o município nada tem feito para diminuir”, assevera a filha, que procurou a redação do DS para denunciar o descaso da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
Descaso este que já se transformou em questão de Justiça, pois a família entrou com pedido de liminar no Ministério Público em abril deste ano. No dia 12 de maio de 2011, o juiz da 4ª Vara Cível, Dr. Cláudio Zeni, deferiu o pedido de liminar e mandou o município proceder à cirurgia em até no máximo 05 (cinco) dias, com a marcação e as providências necessárias, sob pena do secretário (Júnior Scheleicher) ser multado em R$ 2 mil ao dia e, caso persista o não atendimento, até ser pedida sua prisão. Mesmo assim, já se passaram 20 dias sem que nada fosse feito, nem em nível municipal nem em nível estadual. “Estamos revoltados. Vamos voltar à Promotoria para ver quais as providências agora. Se eles não obedecem  nem a Justiça, passam por cima de um ordem dela, a quem poderemos recorrer?”, indaga a filha de Antonio, informando que o custo da cirurgia em rede particular seria de R$ 25 mil e pelo SUS ficou em R$ 10 mil, e que a família não tem condições em arcar com essas despesas. Pelo descumprimento da liminar, retirando-se os 05 dias de prazo, são 15 dias de descumprimento, o que geraria uma multa de R$ 30 mil ao secretário. E quem irá cobrar essa conta?
MEDICAMENTOS – Contudo, os processos gerados por causa de cirurgias são pequenos em relação ao número de processos por causa da falta de medicamentos. Sob responsabilidade do estado, a chamada ´farmácia de alto custo´ tem dado ‘dor de cabeça’ em muita gente, principalmente nos pacientes que dependem deste serviço.
Uma paciente que preferiu não se identificar e tem asma severa, com 39 anos, está há dois meses com todo o protocolo na SMS pedindo seu medicamento, que acabou há cerca de 15 dias. Ela tomou todas as providências necessárias para o medicamento não chegar atrasado, levando a receita e o protocolo antecipadamente. Porém, veio a remessa de medicamentos do estado em abril e o remédio não veio; em maio, novamente não veio. Ela, então, deu entrada na Defensoria Pública, pois este processo é somente de revalidação e precisa ser feito a cada três meses. Mesmo assim, o estado não mandou o medicamento. Com o pedido da Defensoria em mãos, procurou a responsável pelo setor na SMS (Simone), que lhe disse que seria necessário fazer uma avaliação pela Secretaria de Ação Social, uma vez que o atestado de hipossuficiência da Defensoria não valia. A paciente se colocou à disposição para a tal avaliação e aguardou a resposta da Defensoria.
Na semana passada, ela teve acesso à resposta da SMS e do Polo Regional. Na do Polo, pedia para entrar em contato com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), na da SMS dizia que ela havia ficado “constrangida” quando a avaliação da Ação Social foi proposta. Ela então, se encaminhou à SMS, revoltada com a situação. “Não fiquei em nenhum momento constrangida. Sempre me coloquei à disposição. Outro fato é que a Defensoria é um órgão estadual e toda a documentação emitida por ela tem fé pública, então, como não reconhecem um atestado? Mesmo assim, mesmo que pudesse comprar o medicamento, o serviço e o atendimento público é direito constituído de todo cidadão brasileiro”, ressalta a paciente, que diz ter falado este mesmo texto à funcionária da SMS.
Segundo a paciente ainda, Simone lhe respondeu que só entrando com liminar, pois quando se entra com liminar o TCE não age contra o município, ao contrário, mesmo com avaliação da Ação Social, o município é multado se compra o medicamento. “Quando há liminares, 90% delas são cumpridas pelo próprio estado; e alto custo é de responsabilidade do estado, porém, o estado está jogando essa responsabilidade para os municípios, que são esses remédios que faltam. E se compramos, temos apontamento no TCE, se não compramos, a população fica contra nós. Pra te falar a verdade, o estado não está nem aí. O paciente está tomando um medicamento contra o câncer que custa R$1.500 e o estado não manda, ele não está nem aí, não vem, pronto, acabou”, disse Simone como resposta à paciente, conforme relatou.
“Não temos a quem recorrer. Agora, para conseguir uma liminar, tenho que entrar em contato com minha médica que é de Cuiabá, e atende no Júlio Müller, só que só tenho retorno marcado pra o final do mês. Gostaria que essas pessoas que estão nos cargos de chefia na saúde, como secretários, encarregados, experimentassem ficar dois ou três dias respirando com metade da capacidade pulmonar. De repente, isso bastasse para que se colocassem no lugar de tantos pacientes que necessitam de exames e medicamentos, como eu e como muitos em Tangará da Serra. Enquanto isso, desviam milhões”, finalizou a paciente que disse que amigos se cotizaram para comprar o medicamento, por vê-la no estado em que se encontrava, solucionando o problema, pelo menos até que o frasco deste se acabe, e que ela possa apanhar o laudo com a pneumologista que lhe atende. O remédio em questão custa pouco mais de R$ 91. 

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Governo federal baixa decreto e Tangará pode perder emenda de mais de R$ 2,6 mi

São quase R$ 3 milhões em emendas
 parlamentares do deputado federal Eliene Lima,
atual secretário de Ciências e Tecnologia do estado
 O montante seria para pavimentar a Avenida Brasil, que integraria o Centro tangaraense ao Anel Viário
 
LUCIANA MENOLI/Redação DS

Há poucos dias, o governo federal baixou um decreto no qual estabelece que as emendas parlamentares até 2009, precisam ter suas ordens de serviço liberadas até o dia 30 de junho. Com isso, uma importante obra em Tangará da Serra pode deixar de ser efetivada.
Trata-se da pavimentação de uma parte da Avenida Brasil que integraria o Centro tangaraense ao Anel Viário. O valor da obra: R$ 2,6 a R$ 2,7 milhões. O grande problema, é que há apenas 40 dias para que o projeto seja aprovado pela Caixa Econômica Federal e/ou fazer as modificações se forem exigidas pela CEF, e depois aprovar na Sema e abrir o período de licitação, para que em 30 de junho a ordem de serviço seja liberada.
Na quinta-feira, durante sua estada em Cuiabá, o prefeito tangaraense José Jaconias, acompanhado de Eliene Lima, do deputado estadual Wagner Ramos e de secretários municipais, como de Turismo e Planejamento, visitaram a Sema e a Sinfra com o objetivo de dar celeridade ao andamento do projeto e não perder o recurso. “Esse valor será destinado a pavimentação urbana que será aplicada na conclusão da avenida Brasil até o anel viário”, disse o prefeito José Jaconias da Silva.
Ainda na sexta-feira, técnicos da municipalidade protocolavam o projeto junto à CEF. Depois deste processo, se aprovado em sua totalidade, parte-se para a aprovação da Sema e o processo de licitação, que poderá ser iniciado no dia 15 de junho, onde até o dia 25 ter-se-á a empresa ganhadora e dia 30, a ordem de serviço. O município corre contra o tempo para que nenhum item seja recusado e possa ver esse recurso liberado.
Outro município que poderá perder recursos de emendas de Lima é Nova Xavantina, de acordo com o deputado e atual secretário de Ciências e Tecnologia do estado.
Segundo o parlamentar ainda, perdido o prazo da emenda e, consequentemente, o recurso, o governo federal pode enviar o montante para outros projetos, ministérios e secretarias especiais. “Pode ser um gatilho do governo para conseguir de volta o dinheiro de emendas e dar sustentação a outros projetos seus”, disse.
OUTROS – Ainda, conforme o parlamentar, as suas emendas destinadas a Tangará somam quase R$ 3 milhões. É o exemplo  da emenda de R$ 300 mil para a construção de uma creche na Vila Esmeralda, onde serão R$ 150 mil provenientes de emenda de Eliene e os outros R$ 150 mil, de emenda do deputado Wagner Ramos. “Estou trabalhando em algumas emendas junto com o deputado Wagner Ramos, inclusive a creche. A duplicação da MT-380, da Vila Goiana à Unemat é um outro projeto que estamos trabalhando junto ao governo, para obter uma resposta breve”, salientou o secretário.
Outra emenda citada por ele, diz respeito à aquisição de um ônibus adaptado com a finalidade de transportar portadores de necessidades especiais. São recursos da ordem de R$ 150 mil. “Essas emendas são compromissos de campanha, sob as solicitações de professores e representantes da educação  e de outros segmentos de Tangará da Serra, que estamos cumprindo”, observou.
UNEMAT – O secretário de Ciências e Tecnologia, Eliene Lima, também contou  que ontem, pela manhã, esteve em reunião com o governador Silval Barbosa e que o governo liberou formação de 199 vagas para técnicos da Unemat em nível médio e superior e anunciou o concurso para preenchimento destas. “Além disso, estaremos nos próximos dias em Tangará da Serra pra regulamentar a área da Unemat e definir a ampliação desta área com a aquisição de mais um terreno para os projetos de Agronomia e Biologia. Só falta definirmos a data em que iremos ao município”, completou.