Vejam as notícias mais quentes de Tangará e Região com Luciana Menoli!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Polícia Ambiental em parceria com PM de Tangará e Brasnorte faz flagrante de desmatamento

Três foram detidos, 05 armas e quatro motosserras apreendidas

LUCIANA MENOLI/Redação DS

Por determinação do comandante geral da PM, coronel Osmar Lino de Farias, que recebeu uma denúncia de desmatamento ilegal e pessoas armadas numa fazenda em Brasnorte, a Polícia Ambiental de Barra do Bugres, em parceira com a PM de Tangará da Serra e de Brasnorte, efetuaram uma operação que durou três dias e terminou anteontem, quarta-feira, onde foi constatado crime ambiental e apreendidas armas e implementos utilizados para o desmate.
Na operação, ocorrida em uma fazenda a 100 Km de Brasnorte, oito pessoas foram conduzidas e três ficaram detidas, onde Orlando Nunes de Abreu, 31, assumiu a responsabilidade pelo desmatamento, porém, negou a posse das armas. As outras duas pessoas foram presas em flagrante, fazendo desmatamento, enquanto um terceiro fugiu mata adentro, não sendo localizado pela polícia.
Foram apreendidas cinco espingardas, sendo três com calibre 22, uma calibre 12 e outra, 36, quatro motosserras, dois tratores, sendo um de esteira e outro de arado, além de um Gol prata, placas HAR 7984 de Lagoa da Prata/MG, e carne de animal silvestre (jiboia).
A operação durou três dias, sob o comando do major Cruz, do 9º Batalhão da PM, de Tangará da Serra, sargento Rocha, da 4ª Cia. de Polícia Ambiental, de Barra do Bugres, e do sargento Moraes, de Brasnorte, numa atuação parceira entre os respectivos batalhões.  De acordo com o cabo Vieira da Polícia Ambiental, que fez parte da guarnição que partiu de Barra do Bugres, ao chegar ao local indicado, se depararam com uma grande extensão de área desmatada, com indicações de desmatamento recente, com pessoas utilizando motosserras no serviço e com várias pessoas dentro de uma casa, que aparentava ser recém-construída. Todos foram encaminhados à delegacia de Brasnorte, onde ficaram as armas apreendidas e três foram autuados por crime ambiental, sendo que somente Orlando admitiu responsabilidade sobre o desmatamento, negando qualquer relação com as armas. As motosserras foram encaminhadas para a regional da Sema em Tangará da Serra.

Homem é preso com 10 'trouxinhas' próximo à Rodoviária

Ele saiu da prisão há menos de um mês, quando foi preso por tráfico

LUCIANA MENOLI/Redação DS

Ontem, no início da madrugada, por volta de 00h40, foi preso em flagrante por tráfico, Valentim Raimundo da Silva, 46, o 'Gordinho'. Haviam denúncias de que ele comercializava drogas nas proximidades do Terminal Rodoviário, sempre agindo da mesma maneira. Segundo informações, parte da droga ele esconderia em locais fora dos que ele se encontrasse e parte, na boca.
Ao ser abordado, num bar atrás da Rodoviária, ele não atendeu à ordem da PM, que pediu para que ele se levantasse para ser revistado e bebeu rapidamente grande quantidade de cerveja; o que leva a PM a crer que ele pode ter engolido parte da droga, conforme BO. Procedente à revista, foram encontradas dez 'trouxinhas' de substância assemelhada à pasta-base no bolso de sua calça.
A PM o conduziu até o hotel em que reside, também naquela localidade, e lá encontrou R$ 453, que foram apreendidos. Valentim se diz mascate e nega ser traficante. Ele estava preso por tráfico e foi posto em liberdade há menos de um mês.

Empregada que furtou quase R$ 10 mil de patroa é presa em flagrante com R$ 100 na calcinha

Ela já teria outras duas passagens por furto

LUCIANA MENOLI/Redação DS

No dia 14 de março, uma mulher registou Boletim de Ocorrência no Cisc, sobre o furto de R$ 8.500. Ela havia guardado R$ 10 mil e teria encontrado no local, em sua casa, apenas R$ 1.500. Na época, a vítima tinha duas empregadas domésticas. Um delas estava em seus últimos dias de serviço, ficando apenas Iraci Soares da Silva, 25, que, dias mais tarde, seria presa em flagrante como autora do furto, tendo confessado o crime.
Segundo o BO, a vítima continuou a deixar o restante do dinheiro (R$ 1.500) no mesmo lugar para servir de isca. No dia 28, 14 dias depois do primeiro furto, sumiram mais R$ 600. No dia 29, mais R$ 100 e a vítima resolveu dar um basta na 'história', chamou a polícia, que aguardou a empregada sair e a conduziu ao Cisc, onde, no dia 30, após revista, foi encontrada uma nota de R$ 100 entre a calcinha e a genitália da acusada, que confessou ter pego o restante do dinheiro, totalizando R$ 9.300, sendo presa em flagrante.
Segundo a Polícia Civil, responsável pela operação, Iraci já tem outras duas passagens por furto.

Ponto de Cultura 'Arte que Transforma' sem verbas para manter cursos e projetos

LUCIANA MENOLI/Redação DS

Há uma crise na área da cultura em todo o Brasil. Isso, porque o Ministério da Cultura deixou sem repasse cerca de 3 mil pontos de cultura em todo o país. Foi o que informou ao DS, a coordenadora do Ponto de Cultura 'Arte que Transforma', Joeli Milhorança. Segundo ela, o mesmo acontece com o ponto tangaraense e que as dezenas de pontos mato-grossenses, impedindo que projetos culturais avancem e outros sejam criados.
O mesmo aconteceu também em São Paulo, cujo débito do MinC só no mês de março seria de R$ 3 milhões. “São Paulo já recebeu porque fizeram uma grande mobilização, senão estavam como nós, como o restante do país”, atacou Milhorança, dizendo que, desde novembro do ano passado, o 'Arte que Transforma' não recebe um centavo sequer do Ministério.
“Ainda temos prêmios de projetos que eram pra ser mandados em junho e  que, até hoje, não foram enviados. Nós temos três projetos da amazônia Legal, com orçamento de R$ 51 mil, o Mistura de Cores, de R$ 100 mil, e ainda as oficinas”, revela a coordenadora, dizendo que não há dinheiro para a manutenção, as contas de água, luz e telefone estão atrasadas, bem como salários de professores e o ponto ainda deve dois computadores, que sofreram danos por causa das chuvas (R$ 3.800). “Tirei do meu salário para certos compromissos do ponto e até agora não pude ter reposição, porque o governo federal não mandou os recursos, já acertados”, protesta.
A coordenadora, esta semana, foi aos meios de comunicação requerendo ajuda do empresariado para a manutenção das oficinas, bem como pagamento das despesas básicas do prédio. “Se o empresário doa, por exemplo, R$ 100 por mês, pode ter os serviços do nosso pessoal numa convenção ou confraternização da sua empresa e para outras ocasiões. Às vezes, nos chegam pedindo palhaços, por exemplo, e nós podemos ajudar desta foram. Sem contar que eles podem abater qualquer incentivo à cultura no Imposto de Renda. Pedimos a ajuda dos empresário tangaraenses para devolver essa ajuda a todo o município, que nos procura para ter oficinas diferenciadas e atendemos, na medida do possível”, sugere Milhorança que pretende fazer uma rifa para conseguir pagar de imediato as contas básicas (água, luz e telefone), do 'Arte que Transforma'.
PAULISTAS –  O mesmo aconteceu com os pontos de cultura paulistas, que tiveram o seus convênios regularizados apenas no último dia 29 de março; a inadimplência temporária em sistema foi causa do atraso no repasse.
A situação do convênio dos Pontos de Cultura de São Paulo (MinC e governo do Estado) foi regularizada, após a retomada da adimplência do governo de São Paulo junto ao Cadastro Único de Convênios – CAUC.
A utilização de dados cruzados de diversos bancos de dados pelo sistema pode levar a inadimplências momentâneas. A situação não se relacionava ao convênio em vigor. Como o cadastro é unificado, se um convênio está com problemas, todos os outros são paralisados até que a situação seja normalizada.
PLANO DE TRABALHO - Outra razão para o atraso na transferência dos valores de convênio foi a alteração no número da conta bancária constante do Plano de Trabalho do convenente, o que levou a alterações no SIAFI (Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal).
Atualmente, o estado de São Paulo encaminha alteração do mesmo Plano de Trabalho junto ao Sistema Integrado de Convênios do governo federal (SINCONV), onde detalha o novo cronograma de desembolso, prevendo a transferência de R$ 3 milhões ainda em março, e mais nove parcelas mensais de R$ 1 milhão.
A proposta do MinC seria um repasse de R$ 1,7 milhão em março, R$ 1,3 milhão em abril, mais oito parcelas mensais de R$ 1 milhão – a partir de proposta apresentada por Pontos de Cultura paulistas em reunião no dia 22 de março.
Contudo, o estado preferiu manter acordo estabelecido em  reunião com o Chefe da Representação de São Paulo do MinC (RRSP/MinC), Tadeu de Pietro, e Eduardo Chaves Ballarin (DGE/MinC), em São Paulo.
Acertadas as pendências, o prazo para o depósito bancário deve ser de 48 horas.
MINC - Nas últimas duas semanas, o Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Cidadania Cultural (SCC), regularizou pagamentos dos pontos de cultura diretamente conveniados ao Ministério. Restaram apenas pontos com pendências de documentação. A normalização dos repasses foi iniciada assim que o governo federal passou a liberar o orçamento do ministério, no dia 14 de março, ratificando prioridade e agilidade para regularização do Programa Cultura Viva, segundo o MinC. (Com Assessoria MinC)

Majoração do IPTU deverá ser contestada por classe empresarial

Alta do imposto predial em Tangará da Serra causa insatisfação e poderá ser contestada na forma de ação coletiva

Sergio Roberto – Redação DS

O aumento exorbitante verificado no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de Tangará da Serra causou indignação entre a população – conforme já abordado pelo DS esta semana - e deverá ser motivo de mobilização da classe empresarial da cidade.
O segmento já estuda contestar a majoração do tributo através das suas entidades representativas. Segundo a empresária Edna Campos, presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), a matéria já está em apreciação pelo departamento jurídico da entidade. “Fomos procurados por vários empresários e ouvimos muita reclamação. Queremos buscar uma solução e estamos estudando a melhor forma”, disse.
A líder do comércio lojista observa que a alta em demasia do IPTU sempre acaba refletindo na economia do município, especialmente no segmento comercial. Ela sustenta que o dinheiro destinado ao pagamento de aumento em impostos deixa de ser investido em setores da economia, como o varejo. “Sempre haverá reflexos no comércio, um efeito cascata”, afirmou. Edna prevê que no início da próxima semana a CDL terá uma posição sobre eventuais medidas.
A Associação Comercial e Empresarial – Acits – também deverá mobilizar seus associados. Segundo o presidente da entidade, Leoclides Bigolin, a questão já está sob análise da diretoria. “Nosso departamento jurídico está examinando esta situação. Vamos verificar critérios a partir da análise da planta genérica”, afirmou Bigolin. Ele observa que a majoração não foi unanimidade na Câmara Municipal.
O presidente da Acits disse que tem recebido queixas diárias sobre o aumento do imposto predial, que considera absurdo. “Tem um caso em que um IPTU daqui é duas vezes e meia a mais que o de um imóvel no centro de Curitiba. Isso não pode estar certo. Este aumento é mais uma forma de penalizar a classe empresarial”, citou. Para o empresário, a alta no IPTU terá reflexos negativos na economia da cidade, tanto no comércio como em novos empreendimentos. “IPTU alto espanta investidores”, completou, afirmando que na próxima semana já deverá haver uma posição sobre providências da Acits.
Outra entidade representativa que não concorda com o reajuste do IPTU é o Sindicato do Comércio Varejista de Tangará da Serra (Sincovatan). Segundo o presidente, Pedro Galli, a entidade acompanhará a Acits e a CDL na mobilização contra a majoração no imposto predial da cidade.

Vereador critica aumento e vê distorções

Zedeca: “Aumento do IPTU ‘goela abaixo’ para o contribuinte”

Sergio Roberto – Redação DS

A atualização da planta genérica, que resultou na majoração do IPTU, foi aprovada pela Câmara Municipal de Tangará da Serra no final do ano passado (sessão ordinária de 13 de dezembro), através do projeto de lei 215/2010, assinado pelo prefeito Júlio César Ladeia (PR).
Único a votar contra o projeto, o vereador Melquizedeque Ferreira Soares - popular Zedeca (PMDB) -, chamou atenção para excessos na atualização dos valores do tributo em função do reajuste da planta genérica. “Eu alertei sobre esta possibilidade”, disse. Ele considera que a atualização merecia um estudo mais aprofundado, já que os reflexos seriam sentidos (como já ocorre) no bolso do contribuinte. “O aumento no IPTU assustou todo mundo. É abusivo!”, declarou.
Zedeca também afirma que houve distorções na aprovação da matéria, já que o projeto 215/2010 deu entrada no Legislativo em regime de urgência especial para ser votado na mesma sessão ordinária em que figurou no pequeno expediente. “Em minha opinião, foi tudo errado. O projeto deveria ter entrado em regime de urgência simples, com a devida tramitação, e discutido em sessão extraordinária. Da forma como esta matéria entrou e foi votada, foi aprovada ‘a toque de caixa’ e o aumento foi goela abaixo para o contribuinte”, criticou.  
Com o reajuste da planta genérica aprovado em dezembro do ano passado, os imóveis da cidade sofreram majoração de até 100% no IPTU. Além do aumento deste ano, haverá a aplicação da segunda parcela da atualização do tributo ano que vem.

Mais de mil proprietários de terrenos baldios sujos e com matos foram notificados neste ano

Caso as notificações não sejam atendidas, os proprietários serão multados

Fabíola Tormes / Redação DS

Os terrenos baldios infestados de mato e lixo não são privilégio de nenhum bairro. É o caso milhares de ruas localizadas em  Tangará da Serra e isso prejudica muito a qualidade de vida de quem mora nas suas proximidades. 
Terrenos com cheiros fortes, sujeira e mato alto, onde podem ser encontrados com facilidade garrafas e sacos plásticos, móveis abandonados, entulhos de construções, podas de árvores, embalagens de alimentos e até fraldas usadas. Além desses problemas, o medo de assaltos, pois bandidos podem se esconder entre a vegetação, e doenças podem ser transmitidas a vizinhança, pois existem aranhas, escorpiões, baratas, mosquitos, ratos, cobras.
Para acabar/diminuir este problema, o Setor de Vigilância Sanitária do município realiza diariamente um trabalho de fiscalização e notificação de proprietários de terrenos baldios com sujeira e matos.
De acordo com a coordenadora do setor, Débora Proença, somente nos três primeiros meses deste ano foram mais de mil notificações. “No Parque das Mansões, por exemplo, conseguimos notificar os proprietários de todos os terrenos que estavam sujos e o resultado foi satisfatório”, conta a coordenadora, explicando que os fiscais ao verificarem a infração, notificam o proprietário que tem prazo de 10 dias para efetuar a limpeza. “Caso essa notificação não seja atendida será feito um auto de infração conforme prevê em Lei Complementar 016/96 do Código de Posturas Municipal, Art. 32, Art. 126 e 127”. A multa varia de uma a três Unidade Padrão Municipal (UPM), que equivale a R$ 265,00 (cada unidade). Vale destacar que muitos proprietários, após notificação, iniciaram a limpeza de seus terrenos.
Proença, porém, destaca a grande dificuldade do setor em encontrar os proprietários. “Muitos estão com os cadastros desatualizados na Prefeitura e isso prejudica a eficácia do trabalho”, justifica, aproveitando para solicitar àqueles que possuem terrenos baldios para que atualizem seus dados junto ao sistema.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Prefeito quer que sociedade veja investigações como mera “briga política”

Tudo seria armação de Muraro, segundo Ladeia

Redação DS

Amigos próximos do prefeito Júlio César Davoli Ladeia estão tentando colocar a população contra as investigações em andamento na Câmara Municipal. O que Ladeia ganharia com isso? Não teria que enfrentar pressão popular e, ainda, poderia conquistar certa simpatia de membros do Judiciário. Para alcançar esse objetivo, os 'ladeístas' têm tentado, com muito esforço, fazer a sociedade acreditar que as investigações são apenas mais um capítulo da briga entre Ladeia e o ex-prefeito Jaime Muraro.
Porém, o argumento não se sustenta quando colocado diante do fato de que as denúncias resultam de investigações da Polícia ou de próprios integrantes de seu governo. A primeira CEI, que  investiga o contrato entre a oscip Idheas e a prefeitura, nasceu de uma ação da Controladoria Geral da União (CGU) e Polícia Federal em Tangará da Serra, onde até um secretário municipal nomeado por Ladeia foi preso.
A segunda investigação, sobre interferências do prefeito a favor de empresas particulares em licitações da prefeitura, nasceu de uma denúncia feita pelo próprio secretário municipal de Fazenda, José Martinho Filho – secretário que só foi notificado de sua demissão após ter feito as denúncias. Mesmo com tantos fatos contra sua fantasiosa teoria de conspiração, Ladeia teima envolver o nome de Muraro.
“Quem está provocando tudo isso é um desafeto político, o Muraro. Ele quer fazer comigo o que aconteceu com ele, mas estou tranquilo, não devo nada e, por isso, não perco nenhum minuto do meu sono”, chegou a afirmar Júlio César a um site da capital, tentando convencer que a intenção da Câmara Municipal nada tem a ver com a busca pela verdade, ou o zelo pela honestidade. Segundo ele, os vereadores – inclusive alguns eleitos na sua própria coligação - estariam sendo manipulados por Muraro.
O último episódio desta perseguição, declarada pelo clã Ladeia, fez-se ecoar nas palavras de sua irmã, a vereadora Vânia Ladeia Trettel, na tribuna da Câmara. Em sua fala, ela acusou o ex-secretário de fazer denúncias infundadas e que isso seria perseguição política. Ao ser vaiada pelo grande público presente à última sessão, segunda-feira (em que foi proposto o afastamento de Ladeia), ela disse que a vaia provinha de alguns 'muraristas' presentes no recinto e recorreu à Presidência do Legislativo para fazer calar os manifestantes, sob pena de serem retirados da Câmara, a 'Casa do Povo'.

Desde os tempos do rádio, Júlio César já usava tática da vitimização

A forma como Ladeia vem se defendendo já é bem conhecida dos tangaraenses. Nas primeiras vezes que usava esse método, de se vitimizar, Júlio César chegou a convencer até mesmo os colegas de imprensa. Atualmente, alguns ainda acreditam, mas não é raro encontrar quem já entendeu seu modus operandi.
Só para citarmos alguns exemplos:
ANTES DE SER PREFEITO - Quando ainda apresentava programa de rádio, Júlio César se disse ameaçado por um grupo criminoso – conhecido na época como Asa Delta. Na ocasião, recebeu inclusive apoio de toda a imprensa e da população. Se alguém o ameaçou ou não, o que importa é que ele ganhou apoio.
AO DEIXAR O RÁDIO – Quando foi demitido de seu programa de rádio, ele chegou a registrar um Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia dizendo-se ameaçado. Se houve mesmo a ameaça ninguém sabe, mas ele conquistou comoção geral na cidade – e mais apoio popular.
AO SER ELEITO – Nos dias que antecederam sua posse, Júlio César chegou a anunciar que teria sido novamente ameaçado. Ganhou colete à prova de balas e segurança redobrada para o evento, além de simpatia; até de quem não tinha votado nele.
NO INÍCIO DA GESTÃO – Segundo a assessoria do prefeito, na época, ele teria recebido nova orientação motivada por suposto risco à sua vida. Júlio César teria que dormir em locais diferentes e teria que parar de divulgar sua agenda pública de compromissos, principalmente quando se tratasse de eventos fora da cidade. Nas ruas, as pessoas comentavam “como ele se sacrifica pela cidade”.
TIRO NA CAMINHONETE – Como a caminhonete oficial foi alvejada, até hoje é um mistério. Mas a explicação do prefeito foi a de sempre: foi novamente vítima.
NOTEBOOK SUMIU – O prefeito foi à São Paulo levando um notebook de R$ 9 mil, na época. Voltou sem o aparelho. A resposta? Vítima de novo, agora de um furto.
FURTO DE UM CHEQUE – Júlio César Ladeia viu um cheque com sua assinatura desaparecer do cofre da Prefeitura. O cheque surgiu nas mãos de pessoas envolvidas com crimes, em Cuiabá. A resposta do prefeito? Teria sido vítima novamente. Agora, segundo ele, pessoas com a intenção de prejudicá-lo teriam tirado o cheque da Prefeitura e feito toda uma armação para incriminá-lo.
DEPOIS DA REELEIÇÃO – Alguns adversários políticos estiveram próximos à sua propriedade rural para fotografar seus investimentos em gado. A reação do prefeito? Estava sendo novamente vítima, agora de perseguição, chegando a registrar o caso na Delegacia de Polícia.

PRP quer representação em todos os municípios de Mato Grosso

Cotado para presidir a executiva, tangaraense Dorjival Silva ficou com a vice-previdência em nome do fortalecimento da sigla na capital
Redação DS/Assessoria 
Com nova composição da executiva estadual definida este mês, o PRP - Partido Republicano Progressista – anunciou esta semana projeto para se fazer presente em todos os municípios de Mato Grosso. A informação é do novo vice-presidente estadual da agremiação, Dorjival Silva.
“Nosso objetivo é chegar até ao final deste ano aos 141 municípios do estado”, disse Silva, nesta terça-feira (29.03). Segundo ele, o partido já tinha 58 comissões executivas provisórias e criou mais quatro na semana que passou, somando 62. O objetivo, conforme o vice-presidente do PRP, é chegar a 80 ainda em abril. “O trabalho já começou e não deve cessar enquanto a meta não for alcançada”, disse, acrescentando que a agremiação tem o incentivo do diretório nacional para atingir a meta. “Vamos trabalhar para lançar o maior número possível de nomes a prefeituras e Câmara de Vereadores”, enfatizou.
A legenda conta atualmente com apenas um prefeito (Vilson Pires – Paranatinga) e três vereadores. “Esse número está muito aquém do que o partido espera para depois das eleições de 2012, frisou Silva, que projeta a eleição de pelo menos 10 prefeitos, 20 vices-prefeitos e 20 vereadores no pleito vindouro. “É possível, desde que haja engajamento de todos os militantes da sigla. Nosso maior obstáculo é a distância entre os municípios”, considerou.
Pensando nisso, inicialmente Silva adotará o sistema de visitas regionais, reunindo-se com interessados em administrar o partido em bloco formado por até cinco cidades. Depois, quando a sigla estiver organizada em todo interior, retornará visitando uma a uma, oportunidade em que apoiará o lançamento de candidaturas.
EXECUTIVA – O novo diretório estadual do PRP de Mato Grosso, foi nomeado pela Executiva Nacional último dia 22, em reunião realizada em Brasília. Na oportunidade, o presidente nacional Ovasco Resende declarou o advogado Lilo Pinheiro e o professor Dorjival Silva, presidente e vice-presidente, respectivamente, da legenda em Mato Grosso.
De acordo com o vice-presidente estadual do PRP, a idéia inicial era de que ele próprio fosse nomeado para a presidência. Porém, os entendimentos mantidos para a entrada de um grupo de 30 novos filiados, com representação na capital do estado, sugeriram uma mudança na formação da nova executiva estadual. O atual presidente, advogado Lilo Pinheiro, egresso do PHS, foi o indicado para a presidência do partido. “Foi positivo porque agora temos um grupo de bom trânsito na capital, o que favorecerá o projeto do partido para as próximas eleições”, explicou Dorjival, que deverá ser o candidato da agremiação para a disputa por uma vaga na Câmara Federal em 2014.

O canteiro virtual de Ladeia

Obras, obras e mais obras; é o que promete Ladeia até o final de sua gestão

LUCIANA MENOLI/Redação DS

Tangará vive momentos de euforia. Tudo isso, devido aos diversos anúncios de obras e ações do governo municipal na cidade. Se as promessas se cumprirem, os cidadãos tangaraenses ficarão impedidos de trafegar praticamente em todas as vias da cidade, dada a enormidade do canteiro de edificações lançadas, que incluem desde a Lions Internacional até a Unemat e desde a Unidade Mista até o San Diego, cruzando a cidade em seus quatro cantos, fora o que pode ser feito ainda na zona rural.
E a lista de obras e ações do Executivo é vasta, porém, por enquanto apenas virtual. Segundo a programação para o biênio 2011/2012 da prefeitura, serão milhões em investimentos, provenientes do estado e da União, de convênios, PAC II, enfim, recursos não vão faltar, mas será que já estão garantidos?
Segundo as próprias palavras do prefeito, Júlio César Davoli Ladeia, ao final de seu mandato, em 2012, a população tangaraense lhe dará 95% de aprovação pela obras que deixou no município.
Neste ínterim, acompanhem o planejamento, estão previstas as seguintes obras e ações:
Recapeamento de avenidas e ruas centrais de Tangará da Serra;
Recapeamento das ruas na Vila Esmeralda;
Construção de ponte sobre o Córrego Araputanga, ligando a Tancredo Neves ao Bela Vista;
Drenagem e asfaltamento do Morada do Sol;
Drenagem e asfaltamento do Bela Vista;
Asfaltamento da duplicação da Av. Tancredo Neves;
Drenagem e asfaltamento da Av. das Amoreiras;
Asfaltamento de ruas no Jardim Califórnia;
Construção de quatro novos centros de educação infantil;
Urbanização do Jardim San Diego, com construção do Parque Linear do Córrego Figueira, trazendo diversos benefícios em infraestrutura e sociais aos tangaraenses daquela área;
Obras de revitalização do Bosque Municipal, incluindo a solução de problemas do seu entorno;
Recuperação de estradas vicinais com a construção de pontes e colocação de bueiros;
Término das obras da Unidade Mista de Saúde, com expansão de leitos, UTI e Centro Cirúrgico;
Reforma completa no Posto de Saúde Central, com ampliação e modernização;
Padronização das Unidades de Saúde da Família e construção de mais três, pelo menos;
Construção do Hospital Regional;
Construção da cobertura da Feira da Vila Alta;
Término da Praça da Vila Horizonte;
Término das obras do Memorial do Pioneiros;
Construção do Centro de Atendimento ao Turista;
Reforma e ampliação do aeroporto de Tangará;
Término das obras na Lions Internacional;
Duplicação do trecho entre Vila Goiás e Unemat;
Construção do Centro de Eventos;
Construção do novo Terminal Rodoviário;
Obras de saneamento em diversas localidades, com ampliação da rede coletora de esgoto, estações elevatórias e da estação de tratamento de esgoto;
Investimentos no abastecimento de água, em captação do córrego Ararão, incluindo adutora de água bruta, tratamento, adutora de água tratada, reservatórios e booster (abastecimento);
Mais nove ônibus escolares provenientes do governo estadual;
Criação de Zona Azul de estacionamento e término da reforma no trânsito;
E, por fim, a construção do novo Centro Administrativo.
Dada a importância de tantas obras no município e decorridos já mais de seis anos de mandato, quatro do primeiro e dois do segundo, em que nada foi feito, a administração municipal agora corre contra o tempo para obter os tais 95% de aprovação.
POR FAZER – Essas obras, contudo, ainda estão somente no projeto, esperando os milhões em verba requerida junto aos governos estadual e federal; o que não é uma garantia, já que outras prioridades podem surgir e tirar todo esse clima de positividade do Executivo municipal. Logicamente, também, há uma parcela de recursos próprios do município, insuficientes, porém, para cumprir a maioria desta longa jornada.
As obras já iniciadas são uma outra conversa. E podemos pegar como exemplo três obras, as mais atuais. A primeira, que começou primeiro, diríamos,  foi a obra do 'Memorial dos Pioneiros', que começou a ser construído em 2008, ficou paralisada e recomeçou recentemente, em janeiro deste ano. Sua conclusão está programada para o mês de abril. Se levaram tanto tempo para, ainda, não concluir um pequeno memorial, imaginem uma obra vultuosa, que tem o sobrenome do PAC II, como o Parque Linear do Córrego Figueira e toda a formação estrutural em suas adjacências, com a urbanização completa do San Diego.
Em sequência, as obras de reforma e ampliação da Unidade Mista de Saúde. Completamente envolvidas no 'Escândalo da Saúde', já que ficaram paralisadas por quatro meses, por causa da não-entrega do projeto de forma correta e do desconhecimento completo dos padrões da obra por órgãos estaduais, já que nada havia sido apresentado pelo então secretário Mário Lemos, seguem agora em ritmo de tartaruga. Informações dos locais dão conta de que, enquanto seriam necessários 12 ou 13 operários para o bom andamento da obra, três ou quatro trabalham diariamente. Enquanto isso, o município tem que repassar, através de verbas do SUS, os recursos para que um hospital particular cumpra o serviço público municipal no atendimento em UTI e cirurgias. À obra 'novelesca' da UMS, foi dado o prazo até o mês de setembro, pelo atual secretário de Saúde, Júnior Schleicher, que assumiu na turbulência do 'Escândalo da Saúde', ocasião em que Lemos foi preso, ficando Hélio Márcio como interino.
Diante da paralisação, atraso e operação tartaruga na UMS, que acabam por deixar de atender a população na área da saúde, como e quando virá o tal Hospital Regional? Teve até o boato de o o HR seria instalado na UMS, que não tem as mínimas condições de receber a demanda dos município vizinhos. O município, no ano passado, ainda recusou um UPA do governo federal por não ter como arcar com os custos. A reforma do Posto do Shangri-lá demorou meses; como até o final de 2012, padronizar mais nove e ainda construir outros três e, praticamente, reconstruir o Central? Será um trabalho hercúleo...
Em terceiro, por serem mais recentes, vêm as obras de drenagem, esgoto e pavimentação e sinalização nas ruas do Jardim Califórnia. As galerias que teriam término previsto para fevereiro, ainda não foram concluídas e os montes de terra deixados no local fizeram incomodar moradores e impedir o tráfego na região, que já é difícil. Iniciadas no mês de janeiro, tem 90 dias para o término, ou seja, meados de abril, também.
E, enquanto o Executivo faz seus plano mirabolantes, seus projetos entusiásticos (e veja que são quase 30 ações), o prazo corre sem que as obras há muito iniciadas sejam concluídas. Espelhem-se na obra da Lions Internacional; outra novela. O trânsito e sua reforma, ainda não terminou. Vão implantar Zona Azul sendo que não há nem lugar, assegurado por lei, para estacionamento de deficientes e idosos; a sinalização das ruas e os quebra-molas são um caso a parte.
E ainda, as crateras que se proliferam por toda a cidade. A prefeitura promete asfaltar, vários bairros, recapear ruas e avenidas, mas quem mora em locais como a Vila Esmeralda e o Jardim Europa sabe a qualidade do asfaltamento que esses bairros receberam.
Mediante uma grande quantidade de obras, apenas virtuais, lançadas por essa gestão para os menos de dois anos que lhe restam no poder, a pergunta que fica é: E as obras dos seis anos anteriores, cadê? Enquanto isso, o que a população vê, e muito, ao invés de diversas obras e ações firmes pra fazer Tangará andar para frente, é o brotamento de denúncias, muitas denúncias e um aumento espoliativo nos valores de seu IPTU. E os 95%...